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7 Mitos sobre Produção de Conteúdo

Descubra quais são as maiores inverdades desse meio e comece a produzir como quem pratica há anos 😎


Quando estudamos Marketing Digital e procuramos quais são as boas práticas em diversas frentes, é comum nos depararmos com “verdades” que são ditas por diferentes fontes.
Também é comum ouvirmos de amigos e conhecidos que “fazer X funciona” ou “fazer Y não traz resultado”. Isso nos faz assumir essas proposições como sendo verdadeiras, sem entender o contexto ou a forma como essas estratégias foram aplicadas.
Para ajudar você em seus estudos, levantamos os principais “mitos” que vemos e ouvimos diariamente em diversos assuntos do Marketing Digital. Também revelamos por que eles não devem ser tratados como boas práticas ou como guias para você aplicar as estratégias em sua empresa.

Bom proveito!

1. Marketing de Conteúdo é sobre a minha empresa

O primeiro mito é, possivelmente, o erro mais primário que as empresas que estão começando a aplicar a metodologia cometem.

Marketing de Conteúdo não é sobre a sua empresa, mas sobre sua persona. Diferentemente de uma assessoria de imprensa, que, aí sim, é sobre sua empresa, Marketing de Conteúdo é sobre os problemas/dúvidas/curiosidades que sua persona enfrenta e as informações e o conhecimento que você possui para resolvê-los.

As boas práticas de Marketing de Conteúdo preveem que a metodologia funciona para educar e fidelizar seu público-alvo sobre o assunto de seu nicho de mercado. O intuito disso é fazer com que esse conteúdo gere credibilidade e influencie na decisão de compra. Em outras palavras, é para pessoas que poderão futuramente fazer parte de sua cartela de clientes. É fazer as pessoas conhecerem sua empresa antes de oferecer o produto/serviço.

2. Marketing de Conteúdo só existe na internet

Apesar de ser uma prática relacionada ao Inbound Marketing, que, aí sim, só é possível por meio da internet, a origem do marketing de conteúdo data de antes do desenvolvimento da rede mundial de computadores.

O primeiro registro comprovado de marketing de conteúdo vem do século 19. É a revista The Furrow, da John Deere, que em 1895 iniciou sua publicação dando dicas sobre agricultura. A revista ainda está em circulação nos dias atuais e é um exemplo de que marketing de conteúdo pode ser feito offline.

Qualquer informação produzida por uma marca, mas que tenha como prioridade passar informação relevante ao invés de fazer publicidade, pode ser considerada marketing de conteúdo.

3. Fazer marketing de conteúdo é criar um blog

Um blog é um canal importantíssimo em uma estratégia de marketing de conteúdo. Aqui na Resultados Digitais, consideramos o blog como peça fundamental. Inclusive, já lançamos o eBook “Blog Para Negócios” – disponível para download gratuito aqui – com dicas de como criar e administrar o blog de sua empresa.

No entanto, o marketing de conteúdo vai além do blog. É possível produzir conteúdo para vários outros canais. E de várias outras maneiras além de posts.

Trazendo um exemplo de casa, aqui na Resultados Digitais também produzimos materiais ricos como eBooks, webinars, templates, hangouts e outras formas de conteúdo que estão disponíveis na nossa página de materiais educativos.
Além do mais, existem milhares de blogs na internet que não se enquadram como marketing de conteúdo, como blogs pessoais ou de notícias.

4. Preciso publicar todos os dias

A publicação diária não é o principal fator que vai determinar o sucesso de uma estratégia de marketing de conteúdo, mas sim a publicação periódica.

O marketing de conteúdo vai além da simples produção de conteúdo, não é “quanto mais você produz, mais resultados você tem”. Manter uma periodicidade definida é muito mais importante, como falamos no post “Com qual frequência devo publicar no blog?”.

Há sim uma relação que diz que, quanto mais posts você tem no blog, maiores são suas chances de ser encontrado nos mecanismos de busca. Ou, ainda, quanto maior for sua biblioteca de eBooks ou vídeos, maiores serão as chances de você ser lido/assistido. Mas isso só acontece se o seu conteúdo for de alta relevância e qualidade.

É pior ter um monte de conteúdo de qualidade duvidosa do que ter uma porção de material mais selecionado, mas de altíssima qualidade. O marketing de conteúdo não é sobre publicar o maior número de notícias no menor tempo possível. Ao contrário do jornalismo, não é uma competição em que o imediatismo pode fazer a diferença.
Quantidade é bom, mas a qualidade é o principal fator que vai determinar o sucesso de sua estratégia de conteúdo.

5. Preciso de um assessor de imprensa

Essa é outra inverdade bastante comum e que acaba causando confusão em muitos iniciantes no Marketing Digital.

Não cabe à função de uma assessoria produzir conteúdo para sua empresa. A assessoria é uma área que possui funções como a criação de releases e o relacionamento com a mídia. Um trabalho bem diferente de um produtor de conteúdo.

É claro que isso não impede que um assessor de imprensa produza conteúdo, apenas os métodos são diferentes. Como dito no mito 1, marketing de conteúdo é sobre seus clientes e não sobre sua empresa. O trabalho de assessoria de imprensa é bastante importante, mas é outro trabalho.

6. Falar sobre o que eu sei vai ajudar a concorrência

Esse mito é um medo comum para a maioria das pessoas que fazem marketing de conteúdo. Em uma primeira visão, realmente parece que revelar os segredos e o conhecimento de graça irá matar seu negócio, pois as pessoas irão fazer tudo sozinhas e não precisarão de sua ajuda.

Mas, observando por uma ótica um pouco mais profunda, o que acontece na verdade é que, quando você revela seus segredos e entrega todo seu conhecimento de forma gratuita, você acaba criando identificação e respeito com sua persona e tornando-se referência no assunto. Isso é um fator importantíssimo e que influencia fortemente na decisão de compra do cliente.

Para reforçar esse mito desvendado, recomendamos a leitura do post “Por que produzir conteúdo de qualidade e revelar seus segredos não vai matar seu negócio”.

7. Marketing de conteúdo é Inbound Marketing

Apesar de serem duas metodologias que se complementam, não significa que sejam sinônimos. Marketing de conteúdo está dentro de um conceito de Inbound Marketing, que por sua vez precisa do conteúdo para gerar valor em, no mínimo, uma das etapas do Inbound.
Conteúdo pode ser tanto para atração (para chamar a persona para seu site) como para retenção (para manter o cliente fidelizado por meio de conteúdo gratuito e de qualidade).
No post “Inbound Marketing e Marketing de Conteúdo: qual a diferença?” falamos com muito mais detalhes sobre as metodologias e como elas se cruzam.

8. Conclusão

Como você pôde acompanhar neste eBook, existem diversos mitos e “boas práticas” que são vendidos como verdades absolutas.

Cabe a você saber interpretar essas dicas e entender se fazem ou não sentido para o seu contexto.

Em linhas gerais, é sempre importante acompanhar e procurar por casos de sucesso e ter por perto especialistas para tirar as dúvidas e entender o que é aplicável ao seu negócio.

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